O 6º arrondissement de Paris, alcunhado de « arrondissement du Luxembourg » em referência à sede do Senado, câmara alta do Parlamento francês, e ao seu magnífico jardim. Localiza-se na Margem Esquerda do Sena, mesmo em frente ao museu do Louvre (Reservar no Louvre) e a oeste do Quartier Latin.
Para uma visão geral dos 20 arrondissements de Paris, clique em Qual é o melhor arrondissement para se hospedar em Paris?
O 6º arrondissement de Paris, um bairro vibrante e histórico
Reconhecido por seu legado intelectual e artístico, o 6º arrondissement de Paris abriga o famoso bairro de Saint-Germain-des-Prés, frequentado historicamente por escritores, filósofos e artistas como Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Ernest Hemingway. Ele combina o charme parisiense clássico a uma atmosfera vibrante e sofisticada.
O Jardim do Luxemburgo
Caracterizado por suas ruas pitorescas, sua arquitetura elegante e seus monumentos culturais, o 6º arrondissement de Paris abriga o magnífico Jardim do Luxemburgo, oferecendo aos moradores e visitantes um refúgio de paz com seus gramados bem cuidados, suas estátuas e sua Fonte Médici. É também um dos bairros mais elegantes e ricos em história da cidade, sinônimo de intelectualismo, de cafés literários, de butiques chiques e de uma arquitetura notável.
Uma vida de café lendária
A cultura dos cafés floresce aqui, com estabelecimentos emblemáticos como o Café de Flore e Les Deux Magots, que servem como pontos de encontro para intelectuais e turistas. As galerias de arte, as butiques de luxo e os antiquários contribuem para o encanto do bairro, tornando-o um paraíso para os amantes das compras e da arte.
Um bairro universitário
O 6º arrondissement compreende estabelecimentos de ensino superior como a École nationale supérieure des Beaux-Arts, a École des hautes études en sciences sociales e o Institut de France. A Sorbonne fica nas proximidades, do outro lado do boulevard Saint-Michel. Também se encontra ali a Escola de Minas, na 60 bd Saint-Michel, que faz fronteira com o Jardin du Luxembourg. Essa escola de engenharia abriga o Museu de Mineralogia da Escola de Minas, que conserva alguns dos tesouros da Coroa da França (veja abaixo).
Igrejas históricas
O 6º arrondissement conta ainda com igrejas históricas, como a igreja de Saint-Sulpice, famosa por sua arquitetura notável e seus tesouros artísticos, e a igreja de Saint-Germain-des-Prés.
Com sua mistura de riqueza cultural, paisagens pitorescas e ambiente animado, o 6º arrondissement continua sendo um dos bairros mais cobiçados e encantadores de Paris.
Mapa do 6º arrondissement de Paris – Locais de interesse
[elfsight_google_maps id="27"]
Jardim do Luxemburgo
Um dos mais belos parques de Paris.
Apresenta fontes, estátuas, o Palácio do Luxemburgo e alamedas arborizadas.
Um local ideal para relaxar, fazer piquenique ou admirar a Fonte Médicis.
No coração de Paris, esses 21,75 hectares estão abertos ao público, dos quais 1,18 hectare correspondem apenas ao Palácio do Luxemburgo – ou seja, 1/10 do 6º arrondissement. Aberto das 7h30 às 21h30 no verão, e das 8h10 às 17h no inverno.

Publicamos um artigo especial e detalhado sobre o Jardin du Luxembourg. Para consultá-lo, clique em Jardin du Luxembourg em Paris, um lugar de relaxamento e beleza. Em 2022, segundo uma classificação do site anglófono HouseFresh, que agregou as avaliações de dezenas de milhares de turistas, foi eleito o jardim mais bonito da Europa e o terceiro mais bonito do mundo, atrás apenas dos Gardens by the Bay de Singapura e do Jardin Majorelle de Marrakech.
Em 1611, Maria de Médici, viúva de Henrique IV e regente do rei Luís XIII, decidiu mandar construir um palácio à imagem do Palazzo Pitti de sua Florença natal. Ela adquiriu o Hôtel du Luxembourg (hoje o Petit Luxembourg) e iniciou a construção do novo palácio. Confiou a Salomão de Brosse a realização do palácio e de uma fonte, que ainda existe.
O jardim abriga pouco mais de uma centena de estátuas, monumentos e fontes, espalhados em seu interior. Ao redor do espaço verde central erguem-se vinte estátuas de rainhas e mulheres ilustres francesas, instaladas sobre pedestais. Elas foram encomendadas por Luís Filipe em 1848.
Museu do Luxemburgo: exposições temporárias (veja o site https://museeduluxembourg.fr/fr/agenda)
1. Fonte Médici
Uma sublime fonte do século XVII construída por Maria de Médici, cercada por esculturas e vegetação. Um local tranquilo e romântico.
2. Palácio do Luxemburgo
Inicialmente construído para Maria de Médici, hoje abriga o Senado francês. Embora não seja aberto ao público, sua imponente fachada contribui para o encanto do jardim.
3. As estátuas
O parque conta com mais de 100 estátuas, representando rainhas da França, artistas, escritores e figuras mitológicas. Não deixe de ver a famosa réplica da Estátua da Liberdade (antes exposta no jardim).
4. O Grande Tanque (Tanque dos Barquinhos)
Uma grande bacia octogonal onde crianças (e adultos) podem alugar e fazer navegar pequenos barcos-modelo – uma tradição atemporal do jardim.
5. A Pomar e as Estufas
Uma secção menos conhecida, mas magnífica, com um pomar de maçãs raras, um jardim de rosas e estufas repletas de orquídeas.
6. A Orangerie e o Pavilhão Davioud
Edifícios históricos frequentemente utilizados para exposições e eventos culturais.
7. A Rotunda e os Eventos Culturais
São organizados regularmente concertos gratuitos, exposições fotográficas e espetáculos em torno da rotunda e ao longo das grades do jardim.
8. Atividades de Lazer
Desfrute de partidas de xadrez, da petanca, do ténis, de espetáculos de Guignol (teatro infantil) e das áreas de jogos.
9. As Famosas Cadeiras Verdes
Relaxe como um verdadeiro parisiense nas icónicas cadeiras verdes de metal do jardim, ideais para tomar sol ou ler.
Quer seja para um passeio tranquilo, um piquenique ou uma exploração cultural, o Jardim do Luxemburgo tem algo para oferecer a todos.
O bairro de Saint-Germain-des-Prés, no 6.º arrondissement
O Bairro de Saint-Germain-des-Prés é um dos mais antigos e famosos bairros de Paris.
Abriga a abadia de Saint-Germain-des-Prés (igreja abacial de Saint-Germain-des-Prés), que data do século VI.
Antigo centro intelectual de filósofos e escritores.
Saint-Germain-des-Prés, no 6º arrondissement de Paris, é um bairro histórico e artístico conhecido por seu passado intelectual, suas ruas pitorescas e seus locais emblemáticos. É um mundo à parte. Eis o que vale a pena explorar:
Cafés lendários onde se reuniam filósofos como Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e escritores como Hemingway. O lugar ideal para absorver a cultura dos cafés parisienses.
Mercados com mercearias gourmet, produtos frescos e lojas de artesãos. O mercado Saint-Germain (em ambiente coberto) e o mercado Maubert-Mutualité, um mercado ao ar livre animado.
Cultura: o Museu Delacroix, um museu intimista instalado na antiga morada de Eugène Delacroix, que apresenta suas telas, seu ateliê e um jardim encantador, bem como a Académie française, este majestoso edifício às margens do Sena, imperdível para os amantes da literatura e da história.
Artes com o Teatro do Odéon, um dos mais antigos teatros da França, conhecido por suas representações clássicas e contemporâneas, e por famosas galerias de arte e livrarias para um toque de cultura parisiense.
Compras de luxo na Yves Saint Laurent, Sonia Rykiel e em charmosas butiques independentes.
Por que visitar Saint-Germain-des-Prés?
Saint-Germain-des-Prés combina história, elegância e criatividade, tornando-se o local ideal para explorar arte, moda e cultura em Paris. Quer seja para admirar obras de arte contemporânea ou encontrar peças exclusivas da moda parisiense, este bairro é uma etapa indispensável para os amantes da arte e os entusiastas do estilo.
Igreja de Saint-Germain-des-Prés

Uma das igrejas mais antigas de Paris, datada do século VI, destaca-se pela sua arquitetura românica e gótica, suas magníficas pinturas murais e sua atmosfera serena.
A igreja de Saint-Germain-des-Prés não é apenas uma das mais antigas de Paris, mas também um símbolo do coração histórico e intelectual do bairro de Saint-Germain-des-Prés, no 6º arrondissement. Suas origens remontam ao início do século VI, e ela testemunhou a evolução da sociedade parisiense ao longo dos séculos, desde o período merovíngio até a Paris de hoje.
1. As origens na Alta Idade Média (século VI)
A igreja foi fundada em 542 d.C. por Childeberto I, filho de Clóvis I, primeiro rei dos Francos.
Originalmente, era dedicada a são Germano, bispo de Paris, venerado como protetor da cidade. A igreja inicial era um mosteiro que acolhia monges, e o bairro recebeu o nome de « Saint-Germain-des-Prés » porque ficava próximo a um prado verdejante (« pré » em francês).
Desde o século VII, tornou-se um centro de poder religioso e político na Paris da Alta Idade Média.
2. Séculos IX–XII: viquingues, reconstruções e estilo românico
No século IX, a igreja sofreu as invasões viquingues, que danificaram o edifício.
Foi reconstruída e ampliada no século XII, período em que o estilo românico começou a se impor em sua arquitetura.
A igreja também se associou à família real, e vários reis da França foram sepultados ali.
3. A época gótica e o Renascimento
No século XV, a igreja passou por uma importante reforma, com a adição de elementos no estilo gótico.
A igreja tornou-se progressivamente um centro de vida intelectual e cultural, nomeadamente ao alvorecer do Renascimento, que influenciou Paris.
Ela também se tornou o local de inúmeras sepulturas reais, e a sua fama não parou de crescer durante este período.
4. A Revolução Francesa e a Restauração (séculos XVIII–XIX)
Durante a Revolução Francesa, muitas igrejas de Paris sofreram atos de vandalismo e profanação, e Saint-Germain-des-Prés não escapou a isso.
Os edifícios monásticos da igreja foram destruídos, e grande parte dos seus bens foi confiscada.
No século XIX, a igreja foi restaurada pelo arquiteto Viollet-le-Duc, que também trabalhou na restauração da Notre-Dame de Paris. Ele acrescentou o campanário que ainda hoje se pode admirar.
5. Século XX e o nascimento de Paris intelectual
O século XX viu o bairro em torno da igreja tornar-se um local de encontro para escritores, artistas e intelectuais.
Figuras emblemáticas como Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Boris Vian frequentavam os cafés vizinhos, tornando a igreja uma protagonista da vida intelectual e artística de Saint-Germain-des-Prés.
A igreja tornou-se, ela própria, o símbolo do estilo de vida boêmio em Paris.
6. Destaques arquitetônicos da igreja
A igreja mistura diversos estilos arquitetônicos, principalmente românico e gótico, com uma torre como elemento marcante.
É também famosa por seus vitrais, alguns dos quais datam do século XIII.
O claustro, do século XIII, é uma raridade e uma preciosidade escondida da igreja.
Hoje: um ícone cultural e religioso
Atualmente, Saint-Germain-des-Prés continua sendo um elemento essencial da história e da cultura parisienses.
Trata-se de uma igreja paroquial ativa, ao mesmo tempo em que é um destino turístico muito procurado por visitantes que desejam explorar a história profunda e o legado intelectual de Paris.
A igreja também recebe concertos de música clássica, reforçando sua importância cultural.
A igreja Saint-Germain-des-Prés é um local histórico rico, que combina património religioso, cultural e intelectual, tornando-se uma etapa obrigatória para quem se interessa pela história de Paris.
Os cafés emblemáticos de Saint-Germain-des-Prés em Paris
Café de Flore – Café histórico onde Sartre e de Beauvoir debateram o existencialismo.
Les Deux Magots – Outro café literário lendário, frequentado outrora por Hemingway e Picasso.
Brasserie Lipp – Uma tradicional brasserie parisiense que serve cozinha francesa clássica.
Le Procope (Fundado em 1686 – O café mais antigo de Paris) – O café teve um papel na Revolução Francesa e continua a ser um local histórico nos dias de hoje.
La Closerie des Lilas (Fundado em 1847) – Um local de eleição para Hemingway, Fitzgerald, Apollinaire e Paul Verlaine.
Saint-Germain-des-Prés é famosa pelos seus cafés lendários, que foram o coração da vida intelectual, artística e literária parisiense durante mais de um século. Estes cafés não eram simples locais para tomar um café, mas verdadeiros centros culturais onde escritores, filósofos e artistas se encontravam para trocar ideias e moldar a história.
1. Café de Flore (Fundado em 1887)

Um dos cafés mais famosos de Paris, o Café de Flore tornou-se um ponto de encontro indispensável para escritores, poetas e filósofos no início do século XX. Nas décadas de 1940 e 1950, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir fizeram dele sua segunda casa, desenvolvendo sua filosofia existencialista em torno de inúmeros expressos. Entre seus outros clientes ilustres estavam Pablo Picasso, Albert Camus e Truman Capote. Hoje, continua a ser um símbolo da vida intelectual parisiense.
2. Les Deux Magots (Fundado em 1885)

Antigamente uma loja de seda antes de se tornar um café, Les Deux Magots foi um ponto de encontro para gigantes da literatura como Ernest Hemingway, James Joyce e André Gide. Assim como o Café de Flore, foi um local de destaque para os existencialistas e surrealistas. O café também concede o Prix des Deux Magots, um prestigiado prêmio literário criado em 1933.
3. Brasserie Lipp (Fundada em 1880)
Uma tradicional brasserie alsaciana conhecida por seus pratos clássicos franceses e suas ligações políticas. Ao longo dos anos, Charles de Gaulle, François Mitterrand e Jacques Chirac jantaram ali, tornando-o um local frequentado por políticos e jornalistas. Escritores como Hemingway e Camus também eram habitués do local.
4. Le Procope (Fundado em 1686 – O café mais antigo de Paris)
Embora ligeiramente afastado do circuito principal de cafés de Saint-Germain, o Le Procope é o café mais antigo de Paris e uma peça fundamental da história intelectual da cidade. Frequentado por Voltaire, Rousseau e, mais tarde, por revolucionários como Robespierre e Danton, o café teve papel ativo na Revolução Francesa e continua sendo um marco histórico emblemático.
5. A Closerie des Lilas (Fundado em 1847)
Um café mais tranquilo próximo ao Jardim do Luxemburgo, foi o local de escrita preferido de Hemingway na década de 1920. Ele menciona o lugar em Paris é uma festa e também era frequentado por Fitzgerald, Apollinaire e Paul Verlaine.
6. La Maison du Whisky Odéon
Elegante loja de bebidas premium de três andares, que combina decoração contemporânea com vidro, cinza e preto. Importador oficial e distribuidor exclusivo de inúmeras marcas descobertas ao redor do mundo, a La Maison du Whisky acompanha amantes de uísque, rum e destilados há mais de 60 anos. Tel.: 01 46 34 70 20
Os cafés, ícones culturais
No século XX, esses cafés tornaram-se sinônimos de liberdade artística e literária, acolhendo debates sobre o existencialismo, o surrealismo, o jazz e a política. Hoje, continuam a ser lugares emblemáticos da cultura cafésiana parisiense, atraindo intelectuais, turistas e moradores.
Visitar esses cafés oferece a oportunidade de mergulhar na história, de saborear um café onde Sartre outrora escrevia e de descobrir o charme atemporal de Saint-Germain-des-Prés.
O Théâtre de l’Odéon, o bairro de l’Odéon e os lugares literários
Théâtre de l’Odéon – Um teatro histórico de bela arquitetura neoclássica.
Shakespeare and Company (nas proximidades, no 5.º arrondissement) – Uma livraria mítica de língua inglesa.

O bairro do Odéon, no 6.º arrondissement de Paris, é um polo histórico e cultural, conhecido por seu teatro, sua vida intelectual e sua arquitetura elegante. Seu nome vem do Teatro do Odéon, um dos teatros mais antigos e prestigiados de Paris. Desde o século XVIII, este bairro é um centro de literatura, política e artes.
1. As origens e a fundação do Teatro do Odéon (1779–1782)
O Teatro do Odéon foi encomendado por Luís XVI para servir de nova sede à Comédie-Française.
Projetado pelos arquitetos Marie-Joseph Peyre e Charles De Wailly, foi inaugurado em 1782 como o primeiro teatro parisiense com uma sala circular e uma fachada neoclássica majestosa.
Tornou-se um local de encontro privilegiado para a nobreza e os intelectuais parisienses.
2. A Revolução e a era napoleônica (1789–1815)
Durante a Revolução Francesa, o Odéon foi um local de reunião para debates políticos.
A Comédie-Française foi expulsa de lá em 1793, e o teatro foi rebatizado como Théâtre de l’Égalité (Teatro da Igualdade).
Napoleão Bonaparte mais tarde lhe devolveu a fama ao renomeá-lo Théâtre de l’Impératrice em homenagem à imperatriz Josefina.
3. Incêndios e reconstruções (século XIX)
O teatro sofreu dois grandes incêndios:
Primeiro incêndio (1799) – Destruiu grande parte do prédio, levando a uma restauração completa.
Segundo incêndio (1818) – Um novo sinistro devastador exigiu uma reconstrução total.
O Odéon que conhecemos hoje foi reconstruído em 1819, mantendo seu elegante estilo neoclássico.
4. Séculos XIX e XX: um centro literário e artístico
O bairro do Odéon tornou-se o coração intelectual de Paris, atraindo escritores, filósofos e artistas.
Figuras literárias famosas como Victor Hugo, Honoré de Balzac e Gustave Flaubert frequentavam os cafés do bairro.
No século XX, foi um local-chave do movimento surrealista, onde se encontravam escritores como André Breton e Paul Éluard.
As manifestações estudantis de maio de 1968 começaram perto do Odeão, tornando-o um símbolo do ativismo político.
5. O Odeão hoje: um local cultural emblemático do 6º arrondissement de Paris
O Teatro do Odeão é atualmente um dos seis teatros nacionais da França, acolhendo peças clássicas e contemporâneas de prestígio.
O bairro continua a ser um ponto alto da literatura e do cinema, com livrarias independentes, o famoso Cinema Odeão e cafés históricos como o Café de Flore e Les Deux Magots nas proximidades.
Os seus edifícios haussmannianos elegantes, as suas ruas pitorescas e a sua atmosfera animada tornam-no um bairro muito procurado tanto pelos parisienses como pelos visitantes.
Quer explore o seu teatro histórico, os seus cafés famosos ou as suas ruas encantadoras, o Odeão é uma etapa incontornável para os amantes da cultura parisiense, da história e das artes.
6. Shakespeare and Company – A livraria lendária de Paris
Localizada no 5º arrondissement, perto da catedral de Notre-Dame, a Shakespeare and Company é uma das livrarias mais famosas do mundo. Marco da literatura, há mais de um século é um refúgio para escritores, poetas e amantes de livros. Sua história, ligada à Geração Perdida, aos poetas da Geração Beat e à cultura literária moderna, é fascinante.
A livraria original Shakespeare and Company (1919–1941) – A visão de Sylvia Beach
A livraria original Shakespeare and Company foi fundada em 1919 por Sylvia Beach, uma americana expatriada.
Instalada na Rua de l’Odéon, 12, tornou-se um ponto de encontro para os escritores modernistas, entre eles:
Ernest Hemingway
F. Scott Fitzgerald
James Joyce (que publicou ali Ulisses em 1922, com o apoio de Beach)
Gertrude Stein
Ezra Pound
A livraria também funcionava como biblioteca de empréstimo, permitindo que escritores em dificuldade tivessem acesso a obras.
Infelizmente, ela fechou em 1941 durante a ocupação alemã de Paris durante a Segunda Guerra Mundial. Os nazistas a fecharam depois que Beach se recusou a vender um livro a um oficial alemão. Nunca reabriu sob sua direção.
A livraria moderna Shakespeare and Company (1951–presente) – A herança de George Whitman
Em 1951, George Whitman, um excêntrico livreiro americano, abre uma nova livraria na Rua da Bûcherie, 37 (perto do Sena e de Notre-Dame).
Inicialmente chamada de Le Mistral, ele a rebatiza como Shakespeare and Company em 1964 em homenagem a Sylvia Beach.
Como a primeira, esta livraria tornou-se um refúgio para escritores e intelectuais, em especial para a Geração Beat, atraindo:
Allen Ginsberg
William S. Burroughs
Jack Kerouac
Um refúgio para escritores. Whitman permitia que jovens autores em ascensão dormissem entre as estantes em troca de uma ajuda na loja e da leitura de um livro por dia. Esses hóspedes temporários, apelidados de « Poeiras de Estrelas », fazem parte da tradição da livraria há décadas.
Shakespeare and Company hoje. Após a morte de George Whitman em 2011, sua filha, Sylvia Whitman, assumiu a livraria, perpetuando seu espírito literário. A loja continua sendo uma instituição cultural, com uma pequena biblioteca no andar de cima onde os visitantes podem relaxar e ler.
Shakespeare and Company permanece uma das livrarias mais mágicas do mundo, perpetuando um legado de literatura, comunidade e liberdade criativa.
Por que visitar Shakespeare and Company?
Um lugar histórico de encontro para as lendas da literatura.
A oportunidade de comprar livros em inglês em um ambiente charmoso e carregado de história.
Um lugar para absorver a atmosfera boêmia e artística de Paris.
Igreja de Saint-Sulpice no 6º arrondissement de Paris
Uma das igrejas mais impressionantes de Paris, famosa por seu interior suntuoso e seu órgão.
Mencionada em O Código Da Vinci.

A igreja Saint-Sulpice, a segunda maior igreja de Paris (depois de Notre-Dame), é uma obra-prima barroca do século XVII, repleta de riquezas históricas, arquitetônicas e artísticas. Localizada em Saint-Germain-des-Prés, essa igreja emblemática é um ponto obrigatório por sua grandiosidade barroca, suas famosas pinturas de Delacroix e seus elementos científicos intrigantes.
1. A obra-prima de Delacroix – A Capela dos Anjos
Um dos tesouros da igreja é a Capela dos Anjos, decorada por Eugène Delacroix na década de 1850. Suas pinturas estão entre suas maiores realizações, incluindo:
« Jacó lutando com o Anjo » – Uma cena dramática e poderosa, cheia de movimento e emoção.
« Heliodoro expulso do Templo » – Um combate dinâmico entre luz e escuridão.
« São Miguel vencendo o demónio » – Uma representação impressionante da vitória do bem sobre o mal.
Estes afrescos de estilo romântico são considerados alguns dos mais belos frescos parietais de Paris.
2. O órgão monumental – Uma maravilha musical
O órgão de Saint-Sulpice, construído por Aristide Cavaillé-Coll, é um dos maiores órgãos de tubos do mundo.
Possui 6 588 tubos e produz um som profundo e rico, atraindo os maiores organistas.
São organizados concertos de órgão gratuitos todos os domingos após a missa.
3. O gnómon e a linha meridiana (mencionados em O Código Da Vinci)
No interior da igreja encontra-se um instrumento científico fascinante: um gnómon, espécie de antigo relógio de sol.
Uma linha de latão percorre o chão, assinalando os equinócios da primavera e do outono.
Este dispositivo, concebido no século XVIII, permitia determinar com precisão a data da Páscoa.
Ganhou fama graças ao romance de Dan Brown, O Código Da Vinci, embora a sua função real seja astronómica e não misteriosa.
4. As torres gêmeas e a fachada
A fachada da igreja, concebida por Giovanni Servandoni, apresenta duas torres assimétricas — um aspecto único devido aos atrasos na construção e às reduções orçamentárias.
Apesar disso, suas colunas imponentes e portas grandiosas fazem dela uma das igrejas mais impressionantes de Paris.
5. Um interior suntuoso e obras de arte
Suas abóbadas elevadas e sua nave alongada criam uma atmosfera majestosa.
Várias esculturas, pinturas e capelas enriquecem a igreja, incluindo uma estátua de são Pedro abençoando as águas.
A pia batismal hexagonal, executada em 1733, é outro detalhe magnífico.
Por que visitar a igreja Saint-Sulpice?
A igreja Saint-Sulpice é um tesouro escondido que combina arte, música, história e ciência. Quer você admire os afrescos de Delacroix, escute o órgão majestoso ou descubra a linha meridiana, esta alternativa menos frequentada que Notre-Dame promete uma experiência inesquecível.
Locais próximos
Após sua visita a Saint-Sulpice, explore
A praça Saint-Sulpice – Uma encantadora praça com a fonte dos Quatro Bispos.
O museu Delacroix – A poucos passos dali.
O jardim do Luxemburgo – Ideal para um passeio tranquilo.
Museu Delacroix (Museu Nacional Eugène Delacroix)
Um pequeno museu encantador dedicado ao pintor romântico Eugène Delacroix.
Instalado na antiga residência e ateliê do artista.
O Museu Nacional Eugène Delacroix, localizado na 6 rue de Furstenberg, no 6º arrondissement de Paris, é uma joia pouco conhecida de Saint-Germain-des-Prés. É dedicado à vida e à obra de Eugène Delacroix (1798–1863), um dos maiores pintores românticos da França.
1. O ateliê e o apartamento de Delacroix
O museu ocupa a antiga casa e o ateliê de Delacroix, onde ele viveu de 1857 até sua morte em 1863.
Nele, é possível descobrir seus ambientes privados, onde realizou grande parte de suas últimas obras-primas.
O ateliê, banhado de luz, ainda conserva a atmosfera na qual trabalhava.
2. Obras-primas e esboços
O museu abriga uma coleção de pinturas, esboços, pastéis e desenhos de Delacroix, incluindo:
Madeleine no deserto
Autorretrato
Estudos para sua obra monumental Jacó lutando com o Anjo (pintada na igreja de Saint-Sulpice, próxima dali).
3. Objetos pessoais e cartas
Os visitantes podem descobrir as cartas, escritos e objetos pessoais de Delacroix, oferecendo um vislumbre de seus pensamentos e processo criativo.
Sua paleta, pincéis e ferramentas também estão expostos.
4. O belo jardim
Um jardim oculto e tranquilo, projetado pelo próprio Delacroix, oferece um refúgio sereno no coração de Paris.
É o local ideal para relaxar após a visita ao museu.
5. Exposições temporárias e eventos
O museu recebe regularmente exposições temáticas, destacando influências, amizades e o legado de Delacroix.
São por vezes propostos oficinas de desenho e conferências aos amantes de arte.
Uma visita ao Museu Delacroix oferece um olhar único e íntimo sobre a vida de um mestre romântico, longe da multidão dos grandes museus parisienses.
A proximidade: o que visitar após o Museu Delacroix
Igreja de Saint-Sulpice – Abrigue as frescos famosos de Delacroix, incluindo *Jacó lutando com o Anjo*.
Praça de Furstenberg – Uma encantadora praça, uma das mais pitorescas de Paris.
Cafés e livrarias de Saint-Germain-des-Prés – Perfeitos para absorver a atmosfera artística do bairro.
Museu da Escola de Minas de Paris
Este museu, localizado na Escola Superior de Minas de Paris, vale realmente a pena. Além de pedras e cristais incomuns, abriga alguns dos tesouros da Coroa da França. Nós dedicamos um artigo especial a ele. Ele fica na 60 bd Saint-Michel, 75006 Paris. Para saber mais, clique em « Os tesouros da Coroa na Escola de Minas de Paris ». Saiba que outros tesouros da Coroa francesa estão expostos no « Museu de História Natural » (5.º arrondissement), bem como no museu do Louvre. Consulte « Os tesouros da Coroa hoje no museu do Louvre ».
Galeria de arte e lojas do 6.º arrondissement de Paris
O 6ᵉ arrondissement de Paris abriga numerosas galerias de arte, nomeadamente ao longo da rue de Seine e da rue Bonaparte.
As ruas são ladeadas por lojas de moda de alta-costura e antiquários.
Saint-Germain-des-Prés é um paraíso para os amantes de arte e os apaixonados por moda, com a sua mistura de galerias prestigiadas, espaços artísticos independentes, lojas de luxo e charmosas marcas conceptuais. Quer procure obras-primas contemporâneas, antiguidades raras ou moda de alta-costura, este bairro tem tudo para o seduzir.
Galerias de arte do 6ᵉ arrondissement de Paris
Galeria Kamel Mennour(47 rue Saint-André-des-Arts & 28 avenue Matignon)
Galeria de arte contemporânea de topo, que apresenta obras de Daniel Buren, Anish Kapoor e Mohamed Bourouissa.
Galeria Lelong & Co.(38 avenue Matignon)
Um ponto obrigatório para colecionadores de Joan Miró, Francis Bacon e David Hockney.
Galeria Diane de Polignac(2 bis rue de Gribeauval)
Especializada em artistas modernos e do pós-guerra, incluindo Jean-Michel Atlan e Pierre Soulages.
Galeria Loevenbruck(6 rue Jacques-Callot)
Conhecida por seus artistas vanguardistas e conceituais em arte contemporânea.
Galeria Applicat-Prazan(16 rue de Seine)
Focada nos pintores franceses do pós-guerra, nomeadamente Jean Dubuffet e Nicolas de Staël.
Galeria Xavier Hufkens(abertura prevista em breve em Paris)
Galeria contemporânea de destaque que apresenta artistas internacionais como Tracey Emin e Sterling Ruby.
Galeria Vallois(35 & 41 rue de Seine)
Dedicada à arte surrealista, moderna e contemporânea, com obras que vão de Duchamp a Keith Haring.
Carré Rive Gauche(várias endereços próximos à rue de Seine e à rue des Saints-Pères)
Um conjunto de comerciantes de arte e galerias que oferecem esculturas, pinturas e móveis únicos de diferentes épocas.
Museu Zadkine – 100bis rue d’Assas, 75006 Paris – tel 0155427720 – Museu e jardim dedicados ao escultor do século XX Ossip Zadkine, na sua casa e ateliers originais.
Lojas de luxo e conceituais
Yves Saint Laurent Rive Gauche(6 place Saint-Sulpice)
A primeira boutique YSL, aberta em 1966, hoje um local emblemático do shopping parisiense.
Sonia Rykiel(175 boulevard Saint-Germain)
A loja-mor da lendária « Rainha do Tricô », oferecendo moda parisiense atemporal.
Isabel Marant(1 rue Jacob)
Ideal para um estilo boêmio e descontraído parisiense.
Christian Louboutin(38 Rue de Grenelle)
Escarpins icônicos de sola vermelha, fabricados à mão com perfeição artesanal.
Le Bon Marché(24 Rue de Sèvres)
A primeira loja de departamento do mundo, oferecendo moda de luxo, acessórios e uma impressionante seção de gourmet (La Grande Épicerie).
A.P.C. (Atelier de Production et de Création)(38 Rue Madame)
Uma marca francesa minimalista conhecida por seus jeans de alta qualidade e elegância discreta.
Goyard(352 Rue Saint-Honoré – Perto de Saint-Germain)
Malas e bolsas de luxo exclusivas, inteiramente fabricadas à mão.
Astier de Villatte(173 Rue Saint-Honoré – Perto de Saint-Germain)
Uma loja de cerâmicas e decoração de interiores famosa por suas peças artesanais e velas perfumadas.
Merci(111 Boulevard Beaumarchais – A poucos passos de Saint-Germain)
Uma loja conceitual que alia moda, design de interiores e um café-livraria estilizado.
Shakespeare and Company (Livraria) (37 Rue de la Bûcherie – Perto de Saint-Germain)
Uma lendária livraria anglófona e um local literário incontornável desde os anos 1950.
A Ponte das Artes, no 6º arrondissement de Paris
Uma ponte pedonal pitoresca que liga as margens esquerda e direita do Sena.
Famosa por suas vistas do rio, especialmente ao pôr do sol.
O Ponte das Artes é uma das pontes pedonais mais famosas de Paris. Ele cruza o Sena e liga o Instituto de França ao Museu do Louvre. Dotado de uma história rica que remonta ao início do século XIX, tornou-se um símbolo de romance, arte e charme parisiense.
Origens e construção (1802–1804)
O Ponte das Artes foi a primeira ponte metálica construída em Paris. Encomendada por Napoleão Bonaparte em 1802, foi projetada pelo engenheiro Louis-Alexandre de Cessart e pelo arquiteto Jacques Dillon. Originalmente, possuía nove arcos elegantes e deveria assemelhar-se a um jardim suspenso, com árvores e bancos, oferecendo uma travessia tranquila sobre o Sena.
Século XIX e início do século XX
Durante mais de um século, a ponte serviu de passagem pedonal entre a Margem Direita (Louvre) e a Margem Esquerda (Instituto de França e Saint-Germain-des-Prés). Era um local preferido por artistas, poetas e flâneurs, encarnando a essência da vida parisiense.
Destruição e reconstrução (1979–1984)
Após sobreviver a duas guerras mundiais, a ponte sofreu graves danos devido a colisões com barcos e a fragilidades estruturais. Em 1979, uma parte da ponte desabou, levando à sua demolição total.
Uma nova Ponte das Artes foi reconstruída entre 1981 e 1984, projetada para se assemelhar de perto ao original, mas com sete arcos em vez de nove, para melhor estabilidade e facilitar a circulação das embarcações no Sena.
O fenômeno dos cadeados do amor (2008–2015)
No início dos anos 2000, a Ponte das Artes ganhou fama mundial graças à tradição dos « cadeados do amor ». Casais de todo o mundo prendiam cadeados nas grades da ponte e jogavam as chaves no Sena como símbolo de um amor eterno. Em 2015, o peso dos cadeados — quase 45 toneladas! — tornou-se uma preocupação estrutural, levando a cidade a removê-los e a substituir as grades por painéis de vidro.
Hoje: um local cultural e romântico emblemático do 6º arrondissement de Paris
Livre das correntes, a Ponte das Artes continua a ser um espaço cultural e artístico muito apreciado, acolhendo exposições e performances ao ar livre. Oferece uma das mais belas vistas panorâmicas de Paris, especialmente ao pôr do sol, e continua a ser um local favorito de fotógrafos, artistas e apaixonados.
Seja pela sua história napoleônica, pelo seu legado artístico ou pela sua atmosfera romântica, a Ponte das Artes é uma ícone do patrimônio parisiense.